sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Minha trilha sonora de hoje

Um Tempo Que Passou
Chico Buarque


Vou
Uma vez mais
Correr atrás
De todo o meu tempo perdido
Quem sabe, está guardado
Num relógio escondido por quem
Nem avalia o tempo que tem

Ou
Alguém o achou
Examinou
Julgou um tempo sem sentido
Quem sabe, foi usado
E está arrependido o ladrão
Que andou vivendo com o meu quinhão
Ou dorme num arquivo
Um pedaço de vida, vida
A vida que eu não gozei
Eu não respirei
Eu não existia
Mas eu estava vivo
Vivo, vivo


O tempo escorreu
O tempo era meu
E apenas queria
Haver de volta
Cada minuto que passou sem mim

Sim
Encontro enfim
Iguais a mim
Outras pessoas aturdidas
Descubro que são muitas
As horas dessas vidas que estão
Talvez postas em leilão


São
Mais de um milhão
Uma legião
Um carrilhão de horas vivas
Quem sabe, dobram juntas
As dores coletivas, quiçá
No canto mais pungente que há

Ou dançam numa torre
As nossas sobrevidas
Vidas, vidas
A se encantar
A se combinar
Em vidas futuras
E vão tomando porres
Porres, porres
Morrem de rir
Mas morrem de rir
Naquelas alturas
Pois sabem que não volta jamais
Um tempo que passou

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quando o passado bate à nossa porta

É incrível – mesmo – como as coisas são. Há anos e anos, lá pelos idos de 92, conheci, na faculdade, um menino muito interessante e me apaixonei de cara. Ele era o engajado, sabe? Da diretoria do DCE, gatinho, popular... Caí de quatro por ele. E ele, muito embora nunca tenha chegado muito perto, sempre me dava muitas e muitas encaradas. Pois é. Não é que agora, 18 anos depois, eu reencontro a figura? Vocês não têm ideia dos pulos que o meu coração deu quando eu o vi. O encontro, totalmente casual, foi num ambiente de trabalho. Alguns dias depois eis que o encontro novamente e ele entrou numa vibe de falar do passado. “Nossa, nos conhecemos há tempos, o que você fez da vida, por onde você andou que eu nunca soube de você e et cetera”. Aí saí com essa: “bom, já que estamos nessa de nostalgia vou te confessar que era muito afim de você naquela época”. A cara dele foi de surpresa total! Mas surpresa mesmo foi a minha quando ele disse que também era afim de mim. Ah, gente... pense como isso mexeu comigo! Sabe aquela saudade do que não se viveu? Pois é. Mais ou menos por aí. Abri meu baú (literalmente) e tirei dele velhas agendas, com colagens e declarações de uma adolescente apaixonada. Fotos dele estampadas com corações cuidadosamente desenhados, entre setinhas e exclamações de ‘gato’ e ‘fofo’. Ah, o tempo... quantas surpresas ele nos traz. Agora estou aqui, pensando se deixo as coisas se perderem novamente no tempo ou se corro atrás do tempo perdido. Mas sempre ele, o tempo, aparece como protagonista dessa história. Ele – o gatinho – falou que não deveríamos mais deixar o tempo à deriva. Mas eu ainda não sei. Talvez deixar o tempo ao sabor do vento seja melhor do que tentar controlá-lo. Será? E se daqui a mais 18 anos eu encontrá-lo novamente, dessa vez num cruzeiro de idosos, e for tarde demais? Ai, ai, ai... a única coisa que eu sei é que o tempo passa mas eu continuo, cada vez mais, sem saber o que fazer...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Onde o vento faz a curva

Menino... é incrível como o clima no Recife anda esquisito. Tem dias que o frio está tão grande, mas tão grande, que preciso me paramentar de camiseta, blusa e casaco. Suiça perde. Exemplo: moro num apartamento poente, cujas paredes recebem todo o sol da tarde, o que quer dizer que à noite o meu quarto está numa temperatura suficientemente alta para assar um bolo em cima da cama. Tudo bem, está chovendo muito, então não tem sol à tarde, o que quer dizer que o quarto deveria estar numa temperatura legal pra dormir, até coberta, por um lençol fininho. Não é bem assim. O quarto fica, à noite, quase glacial (com exagero e tudo). Mas é um frio, um frio, que ando dormindo moletom e meias, além, é claro, do edredom. Mas rapaz, e o tal do vento? Ele entra com tudo pela janela semicerrada, uivando loucamente, derrubando quadros e fotos. E, com esse vento todo, fica até complicado para ser feminina. Explico: usar vestido. Não dá, não é? Tenho um modelito corte A que no primeiro vento me deixou de turbante no meio da rua. Turbante e mais nada, pois o vestido foi parar todo na minha cabeça, graças ao evasè da saia. Isso foi, sem dúvida, o momento mais Marilyn Monroe de toda a minha vida. Sem o glamour. Né?

sábado, 7 de agosto de 2010

A última fronteira

"você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui..."
Tenho muitas lembranças de 1992. Realmente foi um ano marcante, por vários motivos. Foi o ano que entrei na Unicap e comecei o curso de jornalismo. Foi o ano, também, que cruzei a fronteira dos três dígitos na balança. É isso mesmo, amigos... passei dos 100 kg e nunca mais voltei para a casa das dezenas. Nunca mais até o dia de hoje. Hoje, dia 7 de agosto de 2010, exatamente 18 anos depois de ter passado dos 100 kg, me pesei em casa, na minha balança doméstica digital techline. O que o visor me mostrou parecia um sonho: 98 kg. Eu não tenho palavras para descrever a alegria que estou sentindo agora. Sério mesmo. Acho que eu não me faria entender com clareza, sabe? E também porque tem coisas que só gordos entendem. Coisas como a felicidade de conseguir cruzar as pernas, ou de comprar uma roupa numa loja de gente normal. Ah, vocês não sabem como estou me sentindo agora... Acho até que quebrei minha techline, pois quando vi o peso que ela estava marcando dei um pulo de alegria. Essa foi uma vitória pessoal pra mim. Estava, inclusive, na minha lista de resoluções de ano novo: baixar dos 100 kg. Todo ano, desde 92, este ítem estava na lista. Mas neste ano, na lista de coisas para fazer em 2011, não vai estar. Porque eu consegui, louvado seja Deus, eu consegui. Foi difícil, mas consegui. Agora as metas serão outras. Mas quer saber? Vou dar uma de Scarlet O'hara: "amanhã eu penso nisso". Sei que ainda falta muita estrada para mim mas hoje sinto como se já tivesse chegado lá.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Os quatro primeiros meses da minha nova vida

Não. Essa da foto não sou eu. Ainda. No último dia 30 completei quatro meses de operada. O saldo? 34 kg e muitos fios de cabelo a menos. Sim, porque o meu cabelo está caindo assustadoramente. Mas eu tinha sido informada pelo dr. Walter França, meu cirurgião, que isso poderia acontecer. De acordo com ele o cabelo cai durante todo o processo de emagrecimento, que dura aproximadamente dois anos. É difícil, pois a sensação é que vou ficar careca  a cada banho que tomo. Mas tudo bem. Centrun, proteína, e bola pra frente. Mas falemos, agora, da peda de peso. 34 kg. É um bom número, concordam? Nesse último mês perdi apenas 4 kg e a média vai ser essa agora. Isso quer dizer que dentro de mais 5 meses, ou seja, novembro, terei perdido os 60 kg que preciso e partirei para a parte de reconstrução estética do corpo: cirurgia plástica. Ainda não sei o que vou precisar arrumar, não tive nenhuma consulta com o médico. Mas a minha vontade é arrumar tudo! Botar tudo pra cima, ter o meu próprio air bag... enfim! Sei que se estivesse malhando poderia me poupar de algumas intervenções cirúrgicas, mas e o tempo? Meu tempo anda muito escasso e até passar o período eleitoral é assim que vai ser... Mas parece um sonho, sabe? Tanta mudança em tão pouco tempo. É muito divertido ver a surpresa no rosto das pessoas que me encontram. Ontem mesmo fui a uma festinha com Mônica e o marido dela, Josimar. Ele está habituado a me ver sempre vestida normalmente, calça e blusa, e quando ele me viu de pretinho básico, salto alto e maquigem fez uma cara de espanto danada. Aí eu falei pra ele: "gostou? tua mulher escolheu o vestido e o sapato, visse?". Hahahahaha. Mas é isso. A cirurgia é difícil? É. É ruim não poder comer? É. Mas todas essas mudanças que estão acontecendo no meu corpo e na minha cabeça são ótimas. Eu faria, com certeza, tudo de novo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

É girafa, embora pareça uma vaca

Não é linda a minha Melissa Animals? Comprei numa big-liquidação do Tacaruna. R$ 60,00. Estilosa que só ela, todo mundo olha quando eu passo com a fofucha nos pés. Dou um doce pra quem acertar quem estava comigo na hora dessa comprinha... Não sabe? Vou ajudar:
(       ) Mônica
(       ) Monicão
(       ) Mônica Maria
(       ) Mônica A. de L.
(       ) MMs
(       ) TDA
Acertou agora???

Eu twitto, tu twittas, ele twitta

Hoje eu resolvi dedicar uns minutinhos do meu apertado dia ao meu perfil no facebook. Isso porque eu agora tô dando uma de tuiteira e um amigo, Igor, me falou que dá pra postar no mural do facebook as mensagens simultaneamente com os posts do twitter. Ou seja: sempre que eu postar uma besteira qualquer no meu twitter o pessoal que é meu amigo lá no facebook vai ver também. Né legal? Gente, isso é realmente o máximo!!  Mudou a minha vida, hahahahahaha. Não satisteita inseri aqui no blog um gadget para que os meus tweets também apareçam. Mergulhada totalmente na vibe tecnológica, eu e Mari resolvemos criar um twitter para a TV. Agora toda a nossa programação vai ser postada no microblog. Aprendi, também hoje, com Mari, que posso retwittar as mensagens da TV para todos os meus seguidores, ou seja: a TV tweeta e eu repasso, multiplicando a informação (como uma pirâmide, tá ligado?). Quase gozei, gente. É muito aprendizado pra um dia só! Além do mais agora me sinto uma pessoa muito mais conectada. Você não tem twitter? Ah, que pena...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Chique, pero no mucho

Ah, os figurinos da Globo... não me canso de olhar, sabe? Adoro roupa e moda (agora mais ainda, né? Afinal não uso mais tendas de circo), então sempre estou de olho nos modelitos das atrizes de TV e cinema. Gosto muito do estilo perua de Claudia Raia em Ti Ti Ti, muito embora eu não tenha coragem de usar aquelas coisas exageradas que ela usa. Me agrada, também, as cores do guarda-roupa de Clara em Passione, os tons são muito favoráveis à pele dela. Ontem terminou a série Na Forma da Lei e eu, que acompanhei todos os capítulos, assisti, atenta. Tão atenta que percebi um ato-falhíssimo que envolveu a promotora Ana Beatriz, personagem da bela Ana Paula Arosio. Bem no finalzinho, quando ela se ajoelha no chão e a câmera vem por trás eis que aparece nada mais, nada menos do que uma etiqueta no solado do altíssimo sapato da moça. Daquelas com código de barras, sabe? Típico de peça cadastrada de figurino. Não combinou nada com a roupitcha da moçoila, que, aliás, era muito bonita. Lembrei do meu pobre sapato marcado a ferro e fogo, como um atestado eterno de que foi adquirido numa loja de ponta de estoque. Pelo menos a etiqueta da Globo dava pra ter tirado, né? Produção!!! Além do mais, por mais que esteja marcado, o sapato da ponta de estoque é meuzinho da silva e não preciso devolvê-lo depois de usar. Viu, Arosio?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ah, o tempo... ou a falta dele....

Gostaria de pedir desculpas aos meus muitos leitores - leia-se Ana Claudia e Elaina - pela ausência de novos posts. Ando deveras assoberbada com as muitas tarefas que assumi na minha mania de querer ser super-mulher. Em breve estarei de volta com as novidades da minha nada mole vida, ok? Tenho muitas novidades sobre o mundo da minha moda, dos meus delírios de consumo com Mônica e do sucesso total e completo da festa da minha mãe. Mas... por hora vai só este recadinho mesmo. Mas aguardem: quem viver lerá.