segunda-feira, 5 de julho de 2010

O céu está em festa com a chegada de mais um anjo

Ontem, minha tia-avó, a quem eu chamava de vó Jacinta, partiu para o céu. Eu tinha acabado de chegar em João Pessoa, onde fui com o intuito de visitá-la no hospital, quando recebi a notícia. Não deu tempo de vê-la. Deus estava com pressa de levá-la, pois já estava aguardando há 97 anos. Ela foi para o céu se juntar aos outros anjos, como a irmã dela, minha avó Lourdes; o meu avô Josibias; o meu tio-avô Aníbal e tantos outros. Mas ela teve uma vida plena. Mulher forte e referência para os que a cercavam, foi mãe, avó, bisavó, tataravó. Sempre tinha uma palavra para quem buscava. Seguiu para a glória tranquila, sem dor. Enquanto chorávamos a morte dela, pois a dor pertence aos que ficam, observei meu pequeno Renato correr pela sala, alheio ao que acontecia, e pensei na sabedoria de Deus, que nos leva uns e nos manda outros, numa renovação constante do ciclo da vida. É como um renascimento. Renato, aliás, vem do latim renatus, que quer dizer renascido. Como a vida que renasce e se renova a cada minuto. Uns vão, outros vêm, e a vida continua, todo dia. "O Senhor o deu e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor", diz a Palavra em Jó 1:21. E é isso mesmo. Bendito sejas, ó Pai, pela vida da minha vó Jacinta. Dá-nos o Teu consolo e prepara também a nossa morada, pois um dia todos os Teus filhos estarão juntos no paraíso, um lugar onde não há lágrimas nem ranger de dentes. É lá que vou rever os meus queridos que partiram. Assim seja. Amém.

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