terça-feira, 6 de julho de 2010

Felicidade desprovida de glamour

Ontem vivi um momento marstercard. Tá, tá bom. Não foi glamouroso, não envolveu comprinhas nem passeios no shopping. Envolveu, creiam-me, um ônibus - sim, eu disse um ônibus - que peguei pra ir ver um freela. Não tenho o hábito de andar de ônibus, coisa de quem tem carro, mas por uma contingência precisei pegar. E me senti uma magra quando paguei a passagem e passei pela roleta  (ou borboleta, ou catraca) sem o menor - eu disse sem o MENOR - esforço. As pessoas nem sequer olharam pra mim, coisa que sempre acontecia quando eu ia passar por um lugar apertado. É aquele prazer doentio de ver o semelhante passar por uma situação constrangedora. É triste, mas o ser humano é assim. Digo isso de carteirinha, pois eu também sou assim. Pois bem, o fato é que passei tranquilamente, nem sequer rocei minha roupa nas grades da roleta. Gente... isso, realmente, não tem preço. Não tem rodízio de carne que pague. Sério mesmo. E sou eu, a rainha das churrascarias, quem está afirmando isso. Os comentários dos amigos são ótimos, a cara de espanto das pessoas que não me vêem há tempos também, tudo isso é deveras bacana. Mas passar sem ter que me espremer em uma roleta... ah, momento mastercard, com certeza.

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