quinta-feira, 22 de julho de 2010

A dor maior

Depois que fui mãe passei a me solidarizar com coisas e fatos que não me tocavam tanto. Eu sempre fui sensível, por exemplo, às questões relacionadas aos idosos. Maus tratos, abandono, entre outras coisas. Depois que Renato nasceu tudo que é relacionado com crianças me comove profundamente. Na verdade, tudo que é relacionado a filhos me comove. Hoje está estampado nos jornais, na TV, nos sites, em todo lugar, o sofrimento da atriz Cissa Guimarães, que perdeu o filho mais novo, Rafael, vítima de um atropelamento no Rio de Janeiro. Apenas 18 anos. Um menino lindo, cheio de vida, cheio de planos. Eu não consigo imaginar uma dor maior do que a de perder um filho. E assim, abruptamente. Ele deve ter saído dizendo que voltava logo, ou qualquer coisa do gênero. Não voltou mais. Morreu. Não volta nunca mais. Assistindo aos telejornais abracei forte o meu filho, que sem entender o motivo do aperto, chorou reclamando. Pensei no meu sobrinho, Marcello, que aos 13 anos de idade já tem mais independência e sai sempre para brincar na rua com os amigos do prédio. Não temos como evitar essas coisas, não nos cabe. Afinal não criamos os filhos para que eles vivam dentro de uma redoma. É impossível poupá-los da dor, do sofrimento, dos acasos que acontecem, dos acidentes. Chorei, chorei, chorei e pedi a Deus que protegesse o meu pequeno Renato, o meu pequeno (nem tão pequeno assim) Marcello. Pedi a Deus que protegesse todos os filhos e todas as mães do mundo. Pedi a Deus que aliviasse a dor que aquela mulher deve estar sentindo. Eu nem a conheço pessoalmente, mas hoje sinto como se ela fosse a minha melhor amiga. Ela vai, durante muito tempo, estar presente em minhas orações. Dai-nos o teu consolo, ó Pai. Amém.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Peguei o bonde Mortal andando

Terminei de ler Glória Mortal, um romance de Nora Roberts escrevendo como JD Robb (aliás, não entendo isso... se vai dizer pra todo mundo por que escrever sob um pseudônimo??). Eu nunca tinha lido nada da Nora Roberts JD Robb e acho que comecei errado. Explico. O Glória é o segundo livros da série Mortal da autora. Isso quer dizer que peguei o bonde andando. É como começar a assistir O Senhor dos Anéis pelas Duas Torres. Deu pra entender? Mas enfim... Gostei do estilo da moça, sabe? Gostei mesmo. É tanto que estou ansiosa para ir amanhã à biblioteca pegar os outros títulos da série. E vou ter o que ler, visse? São 29 títulos (thanks again wikipedia)!!! Não é segredo algum que me amarro em romances policiais. Sou fã de Agatha, não é? Os estilos das duas são incomparáveis, muito embora a autora com crise de identidade Nora Robb seja boa, Agatha é mais, na minha opinião, imaginativa. Como, Kiki, você afirma isso, se Nora JD escreve romances policiais futuristas, descrevendo um universo que não existe, baseado completamente na imaginação dela? Respondo. Eu nunca, nos livros de Agatha, consegui descobrir o culpado. No Glória de Roberts Robb eu saquei quem era o criminoso logo de cara. Será que foram os anos e anos de treinamento detetivesco com Hercule Poirot? Pode ser. E pode não ser. A resposta será dada ao final da leitura dos demais livros. Considerando que são 28 títulos além do Glória que eu li é provável que demore um pouco até que eu forme mesmo uma opinião. Quantos precisarei ler para testar minha predileção? Eve Dallas ou Miss Marple? Façam suas apostas!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um dia muito mais ou menos

Hoje eu tô assim, meio mais ou menos... tive que acordar muito cedo (às 5h da madrugada) para acompanhar meu cliente assessorado num ao vivo da Globo. E acordei no susto, pois estava sonhado que perdia a hora. Além do mais dormi pouco, já que Renato me deu uma canseira ontem à noite. Voltei do vivo pra casa, no intuito de me arrumar para ir para o trabalho. Peguei no sono e acordei pela segunda vez na mesma manhã com a sensação de que havia perdido a hora. Só que dessa vez eu tinha mesmo perdido a hora. Resultado: meu dia não deu pra fazer todas as coisas que eu deveria fazer. Ficou tudo apertado, esquisito, incompleto. E eu, ainda por cima, sonolenta. Ainda bem que hoje já está terminando. Tenho certeza de que amanhã vai ser bem mais astral. =)

domingo, 11 de julho de 2010

Pelos poderes da planilha!!

Aproveitei o domingão para tentar colocar em dia as pendências domésticas. Lavar a roupa da semana, arrumar o guarda-roupa, limpar e guardar os sapatos, et cetera. Aproveitei para montar uma planilha, no excel, para organizar, também, as minhas contas. Nunca soube mexer no excel, mas meti as caras e mandei bronca: colunas com os meses, linhas com os descritivos dos débitos, colunas cruzando meses e valores, et voilá! Agora tenho minhas despesas e receitas organizadamente arrumadas em uma planilha. Não mudou em nada minha vida, os valores que gasto por mês não diminuiram em nada, nem a minha conta bancária ficou mais recheada por conta disso. Mas agora... ah, agora sim... tenho absoluta certeza de que não posso comprar mais nada - nadinha mesmo - até o final do ano. Legal, né??

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Você não sabe? Mas Paul sabe!

Veja como são as coisas, não é? A pessoa já está com 37 anos e, por ser protestante, não é devota de nenhum santo para se apegar pra tentar arrumar marido. Então a pessoa resolve consultar a nova coqueluche: o polvo Paul. Pois é, amigos... desocupados de plantão elaboram um site no qual você pode fazer perguntas para o molusco, e ele merminho responde pra você. Perguntei pra ele: "vou casar" e "não vou casar". Ele respondeu que... SIM!!! Ah, que bom que desocupados de plantão fizeram esse site tão legal! O polvo fofinho disse que eu vou casar, êba!!! Agora é só esperar pelo meu príncipe encantado... Aliás, por falar em príncipe encantado, vou contar uma história pra vocês. Quando eu era beeeeeem mais nova tinha um menino na igreja que se dizia completamente apaixonado por mim. E eu não queria nada com ele, pois achava que ele era meloso demais. Mesmo assim trocamos uns beijinhos, mas eu nunca quis nada mais sério com ele. Anos e anos se passaram, ele se mudou para São Paulo. Eis que nos reencontramos no Orkut (sempre ele) e olha só a novidade: o moçoilo é um príncipe! Não, não estou brincando. Ele é um príncipel mesmo. Explico: o pai dele era italiano e tinha um título de nobreza. Quando o pai morreu o tal moçoilo foi atrás da história e herdou o título. Agora a profissão dele é essa: ser príncipe. Chique, não é? Será que é por conta disso que eu não casei? Afinal beijei um príncipe pensando que era um sapo. Depois beijei uns caras que pensei que eram príncipes e na verdade se mostraram bons sapos. Tô achando que peguei a maldição do príncipe... Será? Vou tirar a dúvida perguntando ao polvo:  http://especiales.lainformacion.com/el-pulpo-paul/.

Isso sim é que é vergonha nacional

Tem dias que abro o jornal e automaticamente me arrependo. Ontem foi um desses dias. Na capa do JC estava estampado o crime do goleiro Bruno contra a ex-amante, Eliza Samudio. Chamadas sobre o fato do corpo da moça ter sido jogado aos cães e a prisão do atleta estampavam a página. No rodapé da capa do DP tinha uma matéria sobre uma comunidade no Orkut intitulada "eu odeio nordestinos". Além disso os dois jornais estampavam notícias sobre acidentes, assassinatos e desvio de donativos para as vítimas das enchentes de Pernambuco e Alagoas. Cara... fiquei triste, sabe? Depois de ler tudo e me arrepender depois, achei pouco e fui conferir, in loco, a tal comunidade do Orkut. Fiquei absolutamente chocada com as coisas que li. Gente que se refere a pessoas como eu, nordestinas, como fedidos, desgraçados, nojentos, burros, analfabetos, entre outros xingamentos. É impressionante a intolerância das pessoas. Certa vez, viajando pelo sul do país (sul mesmo: Curitiba - PR) escutei uma mulher falando com outra que a praça estava cheia de paraíbas. Ainda no sul, só que agora no município de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, fui passar um cheque. A balconista da loja, inteligente que só ela, olhou atravessado para o papel, e perguntou para a outra que estava no caixa: "Pernambuco? Onde é isso?". E nós - nordestinos -  que é somos burros? Não saber onde fica Pernambuco? Ah, fala sério.. Geografia, pelo menos aqui no Nordeste, onde estudei e obtive graduação e pós-graduação, é disciplina obrigatória na escola. Penso que falta de inteligência e preparo não são características que estão obrigatoriamente atreladas à região onde nascemos, vide o primo paulista de uma amiga, que de visita ao Recife pela primeira vez, exclamou surpreso, em plena av. Agamenom Magalhães: "onde estão as carroças? e o chão rachado?". Sei que os índices de analfabetismo e pobreza são maiores no Norte e no Nordeste do país, mas isso tem a ver com uma conjuntura de anos e anos. Tem a ver com condição climática. Tem a ver com desinteresse político. Ah, tem a ver com tanta coisa que nem dá pra enumerar aqui... Ainda estou chocada aqui, sabe? Como as pessoas não pensam antes de dizer as coisas. Tinha um post lá na comunidade que dizia assim: "pessoal com essas enchentes no Nordeste acho que os cabeçudos vão vir em massa pra SP, tô muito preocupada com isso. Vai ter mais lixo do que já tem aqui". Falta de amor, falta de Deus e falta de respeito, inclusive, às leis brasileiras. Está na constituição federal a Lei nº 7.716/89, a chamada Lei do Racismo. O texto prevê sanções de reclusão e multa aos que praticarem discriminação, seja por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Está tramitando no Congresso uma emenda modificativa, que inclui na lista orientação sexual, identidade de gênero, condição geracional, deficiências físicas e mentais. Será que esse pessoal do "sul" não sabe disso? Acho que está na hora das autoridades tomarem alguma providência sobre coisas assim. Cadeia, multa, serviços comunitários, qualquer coisa. Como cidadã, senti vergonha. Como nordestina, me senti ofendida. Espero que haja, realmente, alguma sanção para as pessoas que escreveram aquelas atrocidades no Orkut. Fico me perguntando quantas vezes Hitler pensou coisas assim sobre os judeus antes de arquitetar o que veio a ser a 2ª guerra mundial... Chega de intolerância, minha gente.  Chega de preconceito. As pessoas precisam de paz e não de outro holocausto. Vamos pensar mais sobre isso antes de falar (ou escrever) algo que pode estimular qualquer tipo de violência. "A palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira", PV 15:1.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cada sorriso é um flash

Recebi metade do meu décimo terceiro salário agora no mês de junho. O dinheiro já tinha destino certo, visto que estou organizando o aniversário de 80 primaveras da minha mãe. Mas eis que abro meu hotmail e está lá um e-mail do site comprafacil.com: grande queima de câmeras digitais. Estou sem câmera digital desde dezembro do ano passado, quando a minha, velhinha que só, partiu dessa para uma melhor. Ou seja: há meses que não tiro um retrato decente de Renato. Inclusive não tenho boas fotos do aniversário de 1 ano do meu pequeno, veja que coisa grave!! Então, abri a mensagem sem muito entusiasmo, já que o dindim estava mais do que comprometido, e vi várias marcas e modelos de câmera. Uma delas chamou minha atenção, por conta do grande desconto: Samsung ES60 (Câmera Digital ES60 12.2Mp Cinza, com Zoom Ótico de 3 X, LCD 2.5", Estabilizador de Imagem, Função BeautyShot e Bateria Recarregável - SAMSUNG - Grátis - Cartão SD 2 Gb). O preço: de R$ 599,00 por R$ 299,00. O frete? Grátis. Pensei, pensei, pensei... Fiz contas, contas e mais contas. Pesquisas e mais pesquisas na internet sobre a dita cuja. Cheguei à conclusão de que não dava pra mim. Mas mesmo assim eu... COMPREI!!! Ela chegou ontem, pelo correio. Montei a câmera com bateria e cartão de memória e testei na mesma hora. Fiz fotos maravilhosas de Renato. A definição é ótima, ótima mesmo. Ela responde rápido, o que é uma vantagem para tirar fotos de um bebê de um ano e cinco meses, já que eles teimam em não fazer pose para o retrato (hahahaha). Com certeza Renato vai ter um verdadeiro book agora. Cara sorriso, cada choro, vai ser um flash. E é claro que também farei maravilhosas fotos do aniversário de mamãe. Por esses e por vários outros motivos fiquei satisfeita com a minha aquisição. Não sei se vocês concordam, mas gosto mais de fotografias do que de vídeos. Então essa camerazinha tem exatamente o meu número.=)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Felicidade desprovida de glamour

Ontem vivi um momento marstercard. Tá, tá bom. Não foi glamouroso, não envolveu comprinhas nem passeios no shopping. Envolveu, creiam-me, um ônibus - sim, eu disse um ônibus - que peguei pra ir ver um freela. Não tenho o hábito de andar de ônibus, coisa de quem tem carro, mas por uma contingência precisei pegar. E me senti uma magra quando paguei a passagem e passei pela roleta  (ou borboleta, ou catraca) sem o menor - eu disse sem o MENOR - esforço. As pessoas nem sequer olharam pra mim, coisa que sempre acontecia quando eu ia passar por um lugar apertado. É aquele prazer doentio de ver o semelhante passar por uma situação constrangedora. É triste, mas o ser humano é assim. Digo isso de carteirinha, pois eu também sou assim. Pois bem, o fato é que passei tranquilamente, nem sequer rocei minha roupa nas grades da roleta. Gente... isso, realmente, não tem preço. Não tem rodízio de carne que pague. Sério mesmo. E sou eu, a rainha das churrascarias, quem está afirmando isso. Os comentários dos amigos são ótimos, a cara de espanto das pessoas que não me vêem há tempos também, tudo isso é deveras bacana. Mas passar sem ter que me espremer em uma roleta... ah, momento mastercard, com certeza.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O céu está em festa com a chegada de mais um anjo

Ontem, minha tia-avó, a quem eu chamava de vó Jacinta, partiu para o céu. Eu tinha acabado de chegar em João Pessoa, onde fui com o intuito de visitá-la no hospital, quando recebi a notícia. Não deu tempo de vê-la. Deus estava com pressa de levá-la, pois já estava aguardando há 97 anos. Ela foi para o céu se juntar aos outros anjos, como a irmã dela, minha avó Lourdes; o meu avô Josibias; o meu tio-avô Aníbal e tantos outros. Mas ela teve uma vida plena. Mulher forte e referência para os que a cercavam, foi mãe, avó, bisavó, tataravó. Sempre tinha uma palavra para quem buscava. Seguiu para a glória tranquila, sem dor. Enquanto chorávamos a morte dela, pois a dor pertence aos que ficam, observei meu pequeno Renato correr pela sala, alheio ao que acontecia, e pensei na sabedoria de Deus, que nos leva uns e nos manda outros, numa renovação constante do ciclo da vida. É como um renascimento. Renato, aliás, vem do latim renatus, que quer dizer renascido. Como a vida que renasce e se renova a cada minuto. Uns vão, outros vêm, e a vida continua, todo dia. "O Senhor o deu e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor", diz a Palavra em Jó 1:21. E é isso mesmo. Bendito sejas, ó Pai, pela vida da minha vó Jacinta. Dá-nos o Teu consolo e prepara também a nossa morada, pois um dia todos os Teus filhos estarão juntos no paraíso, um lugar onde não há lágrimas nem ranger de dentes. É lá que vou rever os meus queridos que partiram. Assim seja. Amém.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Bye bye Brasil

É... infelizmente não estou falando sobre a música de Chico Buarque, muito embora eu o adore. Há pouco mais de uma hora o Brasil deu bye bye para o sonho do hexacampeonato mundial. Fiquei triste, claro. Mas não foi uma coisa que me abalou loucamente não. Afinal, Brasil campeão ou não, meu salário não vai aumentar. As parcelas do meu carro não vão ser pagas. O salário da babá vai continuar vencendo. Enfim... sofro, pero no mucho. Eu até gostei do jogo, sabe? Achei o gol de Robinho muito lindo. Mas não deu. Pena, Brasil, mas a vida continua. E como tudo na vida tem um lado bom, agora as coisas vão voltar à normalidade. Os expedientes vão ser cumpridos, os exames entregues no dia certo, os supermercados 24 horas vão ter gente pra atender (mas quem é o doido que vai fazer feira na hora do jogo do Brasil???). Depois da partida Dunga (foto), que foi chamado de Mestre pelos jogadores, de Zangado pela imprensa e que tinha tudo para sair bem Feliz da Copa, fez um mea culpa na coletiva. Parte de volta para terras brazucas para tirar uma Soneca. Só não vale ficar Dengoso, viu? Nem gripado... Atchim!!! Piadas infames à parte, não acho que a culpa é dele não.  Culpa, CULPA, não. Ele fez o papel de professor e de incentivador. Chato ou não ele fez. Convocou bons jogadores, o time era bom, rapaz! Se ganhasse virava santo, era? Ia ser o cara mais legal do mundo? Ah, fala sério... Perdeu porque tava na hora. Porque a Holanda foi superior no segundo tempo. Perdeu. Ponto final. Agora, sugiro que o próximo técnico da seleção não tenha nome de personagem de história infantil. Quem sabe, assim, a seleção não entre em campo achando que Copa é uma brincadeira de criança.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nem dobradinha, nem feijoada

Eu adoro feijoada. Não com aquelas ecas de porco dentro, sabe? Rabo, orelhas e afins. Feijoadinha light mesmo, mas honesta. Também adoro dobradinha. Mas não como nem a pau aquele bucho nojento. Pra resolver esse dilema fiz um prato lá em casa que ficou muito bom e meu sobrinho batizou de feijoada branca, mas que na verdade era um cassoulet meio torto. Cassoulet (ca-çu-lê) é uma comida de origem francesa que leva feijão, carnes brancas (pato, perdiz, porco) e salsichas. O meu leva peito de frango e linguiça calabresa. Fica bom, visse? Anota aí a receita.

Cassoulet 
Ingredientes:
- meio quilo de feijão branco
- meio quilo de peito de frango cortado em quadradinhos
- 1 linguiça calabresa cortada em rodelas (perdigão ou sadia)
- alho, cebola, cheiro verde, sal, vinagre, folhas de louro, pimenta e cominho. 
- óleo
Modo de fazer:
No dia anterior deixe o frango na geladeira marinando numa mistura de alho, sal e vinagre. Deixe, também, o feijão de molho com as folhas de louro. No dia seguinte comece o preparo cedo, assim o caldo engrossa até a hora de servir e o gosto apura. Na panela de pressão coloque o óleo, a galinha marinada e a cebola picada refogar. Na sequência acrescente o feijão branco, a linguiça e água até passar uns 3 dedos da altura dos ingredientes. Junte o cheiro verde, a pimenta e o cominho. Quando começar a ferver feche a panela. Deixe cozinhar por 40 minutos. Se for preciso ajuste o sal e deixe o prato descansando na panela até a hora de servir. Bom apetite!

Redução de estômago, aumento de autoestima

Ontem, 30 de julho, eu completei três meses de operada. O balanço? Extremamente positivo. Afinal estamos falando de 30 kg a menos em 90 dias. É um bocadinho, né? Não vou dizer que é fácil essa tal de gastroplastia. Não é. O pós-operatório é difícil e no meu caso, que fui submetida à cirurgia aberta, é pior ainda. Mas é um prazer enorme usar roupas que não lembram tendas de circo. É gratificante caber naquelas calças que usei no começo da faculdade e que nunca me desfiz na esperança de um dia entrar nelas novamente. É um prazer indescritível comprar roupas novas, principalmente se a compra não acontece em uma loja especializada em tamanhos maiores. São várias coisas, sabe? Não é apenas o peso. Tem mesmo a ver com autoestima, e olha que nunca tive problemas de autoestima. Mas ela sobe, e sobe, e sobe, parece mais um foguete. Sinto agora que sou olhada por qualquer motivo que seja, mas não por estar enorme como um balão. Além disso, agora, 30 kg menor, consigo tranquilamente sentar no chão pra brincar com o meu bebê sem ficar com os pés dormentes. Saudade de comer? Claro que tenho. Saudade do manequim número 56? Nem pensar. Sei que ainda estou longe da minha meta, mas me sinto leve como uma pluma. Pelo menos na cabeça sei que estou assim.