terça-feira, 22 de junho de 2010

Antes eu do que ele

Meu filhote, Renato, é um menino grandão e meio desengonçado. Ele tem apenas 1 ano e 4 meses, mas o tamanho é de mais de dois anos. E, quando anda pela casa, ele cai muito. Muito mesmo. Em geral bate a cabeça. Então a pediatra dele, Dra. Solange, me mandou levá-lo para dois médicos, com o objetivo de investigar o motivo pelo qual ele cai tanto: oftalmologista e ortopedista. Pois bem. Há uma semana meu filho foi ao oftalmologista, no Hope, acompanhado por meus pais, pois eu estava no trabalho. Depois da consulta falei com minha mãe ao telefone e ela disse que a médica tinha dito que ele tinha visão subnormal e que deveria fazer exames detalhados para apurar o grau do dano. Me preocupei e cometi o grave erro de me informar sobre o que era exatamente essa tal de visão subnormal no google. Foi aí que me desesperei. Expressões como "cegueira parcial" e "tratamentos paliativos" me destroçaram por dentro. Chorei, chorei e chorei. Orei, orei e orei. Me acalmei depois de um tempo e Natália, que trabalha comigo e que é mãe de dois filhos, me disse: "Kiki, tenha calma. Já recebi diagnósticos desesperadores e depois ficou constatado que não era nada demais. Procure uma segunda opinião". Segui o conselho. Marquei uma nova consulta, agora no IOR, um centro de referência oftalmológica daqui do Recife. Acabei de chegar de lá com um diagnóstico de que ele não tem nenhum - eu disse NENHUM - indicativo de visão subnormal. Graças a Deus! Graças a Deus!! Graças a Deus!!! Quem é mãe sabe exatamente do que estou falando aqui. Dez, cem, mil, milhões de vezes comigo. Mas com meu filho não. Mas Deus Nosso Pai em sua imensa misericórdia não permitiu que nada acontecesse com o meu bebê. E nem comigo. Ah, que Pai maravilhoso esse meu... Vocês não acham?

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